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“DESNAZIFICAR” A UNITA

01/05/2022 às 17h19
Por: Rui Candeias Fonte: rc-redação-f8
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“DESNAZIFICAR” A UNITA

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ANG-MPLA/UNITA-Política

 

Vladimir Putin falou ao telefone com João Lourenço, por iniciativa do Presidente angolano, como relata o serviço de imprensa do Kremlin. Bons e velhos amigos servem exactamente para isso. Quem sabe se o MPLA não vai usar em Angola a estratégia russa na Ucrânia, alegando que a única maneira de se defender é “desnazificar” a UNITA…

Segundo a agência russa RIA Novosti, a pedido de João Lourenço, o Presidente Putin “informou sobre as causas e objectivos da operação militar especial para proteger o Donbass e também fez avaliações fundamentais da situação das negociações com representantes ucranianos”.

A “satisfação com o nível de relações amistosas alcançadas foi expressa por ambos os lados”, indica a agência russa.

“Os compromissos com o seu desenvolvimento, incluindo a cooperação das esferas comercial, económica, científica e técnica” foram igualmente assinalados na conversa, adianta a agência de propaganda do regime russo.

O Presidente angolano conversou ao telefone com o Presidente russo, Vladimir Putin, e com o Presidente do Conselho de Ministros italiano, Mario Draghi, visando um “cessar-fogo imediato e o regresso às conversações” devido ao conflito (conflito ou guerra?) na Ucrânia.

João Lourenço conversou com ambos os dirigentes em momentos diferentes, como refere uma nota da Secretaria de Imprensa do Presidente angolano.

As conversas decorreram em ambiente de “bastante cordialidade e visaram conseguir-se um cessar-fogo imediato”.

Tiveram também como propósito “o regresso à mesa das conversações para a busca de uma paz duradoura não apenas para a Ucrânia mas também para a Europa”.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, acusou no dia 3 de Março os líderes ocidentais de terem planos para uma “verdadeira guerra” contra a Rússia, que só poderá ser nuclear. Eritreia, Bielorrússia e Coreia do Norte subscrevem sem rodeios. Angola e Moçambique também subscreveram mas de forma não formal, como o MPLA explicou em “off” ao chefe Putin.

“Todos sabem que uma terceira guerra mundial só pode ser nuclear, mas chamo a vossa atenção para o facto de que isto está na mente dos políticos ocidentais, não na mente dos russos”, disse Sergei Lavrov numa videoconferência de imprensa a partir de Moscovo, citado pela agência francesa AFP.

Sergei Lavrov referiu-se a comentários dos seus homólogos francês, Jean-Yves Le Drian, e britânica, Liz Truss, sobre a dissuasão nuclear e o risco de guerra com a Rússia.

“Se algumas pessoas estão a planear uma verdadeira guerra contra nós, e eu penso que estão, deveriam pensar cuidadosamente”, disse Lavrov. “Não deixaremos que ninguém nos desestabilize”, assegurou. Bem que poderia parafrasear Agostinho Neto e dizer que “não vamos perder tempo com julgamentos”.

Ao anunciar a intervenção militar russa na Ucrânia, iniciada em 24 de Fevereiro, Putin também fez uma ameaça que foi interpretada como uma referência a armas nucleares.

“Quem nos tentar impedir, quanto mais criar uma ameaça ao nosso país, ao nosso povo, deve saber que a resposta da Rússia será imediata e infligirá consequências nunca vistas na sua história”, disse Putin, na altura.

Na conferência de imprensa, Sergei Lavrov acusou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) de estar a tentar reforçar a segurança do Ocidente à custa da Rússia e comparou os Estados Unidos a Napoleão e a Hitler.

“No passado, Napoleão e Hitler tinham um objetivo de subjugar a Europa. Agora, os norte-americanos fazem-no”, disse, citado pela televisão britânica BBC.

O chefe da diplomacia russa descreveu a questão ucraniana como um “filme de Hollywood” escrito pela comunicação social ocidental, em que a Rússia desempenha o papel de “mal supremo”. Ainda bem que Vladimir Putin conta com ajuda do MPLA… Sergei Lavrov repetiu que o regime ucraniano é neonazi, um dos argumentos usados por Moscovo para justificar a invasão da Ucrânia.

Se calhar, porque a UNITA tem sobre este assunto uma posição diametralmente oposta à do MPLA, talvez os sipaios do MPLA venham a utilizar nesta campanha eleitoral a tese de que UNITA é um partido neonazi. Podem, aliás, citar o actual ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Gomes Cravinho, que em tempos disse que Jonas Savimbi era um Hitler…

O Presidente russo, Vladimir Putin, justificou a “operação militar especial” na Ucrânia com a necessidade de desmilitarizar e “desnazificar” o país vizinho, afirmando ser a única maneira de a Rússia se defender. Ora, o MPLA também pode alegar que a única maneira de se defender é “desnazificar” a UNITA.

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