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VACINAÇÃO PARA COVID 19

MUNDO PREPARA CAMPANHAS DE VACINAÇÃO

17/11/2020 20h02
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Por: Rui Candeias Fonte: rc-ivan couronne-afp
VACINAÇÃO PARA COVID 19

VACINAÇÃO PARA COVID 19

MUNDO PREPARA CAMPANHAS DE VACINAÇÃO APÓS ACELERAÇÃO DA PANDEMIA

rc-ivan couronne-afp-17.11.20

SAÚ-COVID-19/VACINA

Temperatura medida na entrada de escola particular de La Puente, na Califórnia, em 16 de novembro de 2020

Da Europa aos Estados Unidos, os países se preparam para campanhas de vacinação após o anúncio de uma nova vacina contra a covid-19 que mostrou eficácia de quase 95%, mas as restrições continuam diante de uma pandemia galopante, como demonstra o caso da Áustria, que retomou o confinamento nesta terça-feira.

Nos Estados Unidos, vários estados e cidades, de Nova York na costa leste até Seattle na costa oeste, voltaram a adotar medidas nos últimos dias para tentar frear a segunda onda do coronavírus. O número de casos no país, o mais afetado do mundo, supera 11 milhões, com mais de 247.000 mortos.

O presidente eleito Joe Biden advertiu que "mais pessoas podem morrer" se Donald Trump se negar a cooperar com a equipe de transição em uma resposta nacional à covid-19, incluindo a distribuição rápida de vacinas.

As esperanças mundiais de superar a pandemia de covid-19 aumentaram na segunda-feira, quando o laboratório americano Moderna anunciou que sua vacina experimental mostrou uma eficácia de 94,5%. Uma semana antes, os laboratórios Pfizer (EUA) e BioNTech (Alemanha) afirmaram que sua vacina, também em fase experimental, tem uma eficiência de 90%.

Nos Estados Unidos, as duas vacinas podem ser autorizadas pela Administração de Medicamentos e Alimentos (FDA) na primeira quinzena de dezembro, informou na segunda-feira Moncef Slaoui, gerente científico da Operação "Warp Speed", criada por Trump para imunizar a população americana.

Isto permitiria vacinar 20 milhões de americanos, com prioridade para os mais idosos e pessoas em situação de risco, a partir da segunda semana de dezembro, e depois outros 25 milhões por mês a partir de janeiro.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) celebrou as notícias "promissoras", mas advertiu que faltam meses para uma disponibilidade generalizada e expressou sua preocupação com o aumento dos casos em muitos países.

"Os países que estão deixando que o vírus se propague sem controle estão brincando com o fogo", afirmou o diretor geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

- França com planos para janeiro -

Na França, o governo "se prepara para estar pronto e distribuir uma vacina contra a covid-19" a partir de janeiro, em caso de aprovação, e para isto prevê um orçamento de 1,5 bilhão de euros (1,78 bilhão de dólares) para 2021, afirmou nesta terça-feira o porta-voz do Executivo, Gabriel Attal.

"Preparamos uma campanha de vacinação para que esteja pronta no momento em que as autoridades de saúde europeias e nacionais aprovarem uma vacina", explicou.

A França registrou 508 mortes nas últimas 24 horas, mas o número de contágios caiu ao menor nível em várias semanas, de acordo com os dados oficiais. Ao mesmo tempo, as hospitalizações por covid-19 bateram um recorde, com 33.466 pessoas internadas.

Na vizinha Bélgica, o governo anunciou a intenção de aplicar as futuras vacinas em pelo menos 70% da população, ou seja, 8 milhões de pessoas, e garantir a gratuidade para cada cidadão.

Apesar do otimismo provocado pelo anúncio da Moderna, as medidas de restrição continuam na Europa.

A Áustria inicia nesta terça-feira um segundo confinamento, com fechamento de escolas e comércios considerados não essenciais e pedidos para que a população permaneça em casa, duas semanas depois de um confinamento parcial que não deu resultados.

Até 6 de dezembro, sair de casa será autorizado apenas em circunstâncias bem específicas (compras de alimentos, motivos profissionais ou médicos, esportes ou passeio curtos).

Relativamente a salvo durante a primeira onda, o país de 8,9 milhões de habitantes, um dos primeiros a optar por um confinamento completo na primavera (hemisfério norte), registrou na segunda-feira 4.657 contágios, contra "apenas" 1.000 no início de outubro, e o sistema hospitalar começa a enfrentar o risco de colapso.

- Recorde de mortes na Rússia -

A pandemia também afeta com força a Rússia, que registrou nesta terça-feira um novo recorde diário de mortes provocadas pela covid-19, com 442 óbitos, enquanto se agrava nas regiões, com muitos hospitais lotados, assim como necrotérios.

Na segunda-feira, o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, afirmou que 84% dos leitos de hospital dedicados ao coronavírus estavam ocupados.

Na Itália, que registra mais de 500 mortes diárias por covid-19, as autoridades de saúde anunciaram inspeções em mais de 230 casas de repouso e encontraram infrações em 37 unidades. Quatro estabelecimentos foram fechados.

No Reino Unido, país mais afetado da Europa pela pandemia, com mais de 52.000 mortos e que tem Inglaterra e Gales confinadas pela segunda vez, o primeiro-ministro Boris Johnson está novamente em quarentena.

Johnson, que chegou a ser internado em abril depois de ter sido infectado pela covid-19, se isolou por precaução após uma reunião com um parlamentar contagiado.

A pandemia provocou mais de 1,3 milhão de mortes no planeta desde o fim de dezembro, segundo o balanço da AFP.

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