Quinta, 06 de Agosto de 2020 22:05
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O SOL NÃO É O CENTRO DO SISTEMA SOLAR

O CENTRO DO NOSSO SISTEMA FICA 100 METROS ACIMA DA SUPERFÍCIE SOLAR

11/07/2020 21h56
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Por: Rui Candeias Fonte: rc - daniele cavalcante – canaltech
O SOL NÃO É O CENTRO DO SISTEMA SOLAR

O SOL NÃO É O CENTRO DO SISTEMA SOLAR

O CENTRO DO NOSSO SISTEMA FICA 100 METROS ACIMA DA SUPERFÍCIE SOLAR

rc - daniele cavalcante – canaltech – 11.07.20

AST-CENTRO GRAVITACIONAL

Se alguém perguntasse onde fica o centro do Sistema Solar, o que você responderia? Provavelmente, diria que fica no eixo do Sol. Afinal, todos os planetas giram em torno da nossa estrela. Acontece que essa resposta não é totalmente correta.

Na astronomia, o centro de massa de dois ou mais corpos que orbitam um ao outro, ou seja, o ponto sobre o qual todos estes corpos orbitam, se chama baricentro. Isso é bastante comum quando os astrônomos precisam encontrar o centro de uma estrela binária, por exemplo. Esse conceito é muito importante para entender a física no universo.

No caso do Sistema Solar, os planetas e o Sol também orbitam em torno de um centro de massa comum. Não estamos falando do centro galáctico - esse é outro assunto que inclui toda a espiral galáctica na qual o Sistema Solar está localizado. O que precisamos considerar aqui é o “puxão” gravitacional que os planetas impõem sobre o Sol.

Até pouco tempo os cientistas tiveram bastante dificuldade para calcular o baricentro com precisão, em especial por causa de Júpiter. É que o gigante gasoso possui tanta massa - o dobro de massa de todos os outros planetas juntos - que acaba exercendo força gravitacional sobre nossa estrela por um longo tempo.

No entanto, apesar do desafio que a tarefa apresenta, uma equipe de astrônomos conseguiu pela primeira vez identificar o centro de todo o Sistema Solar: 100 metros de distância do Sol, logo acima da superfície da estrela. Se o Sol fosse do tamanho de um estádio de futebol, essa área de cem metros seria equivalente a aproximadamente o diâmetro de um fio de cabelo.

Para chegar a esse resultado, a equipe utilizou os pulsares - estrelas de nêutrons de rotação rápida, ou restos superdensos de uma estrela que explodiu em uma supernova. Esses objetos emitem radiação eletromagnética na forma de feixes brilhantes que varrem o cosmos em um movimento circular, enquanto a própria estrela gira, como um farol. Esses clarões de luz são tão precisos que os pulsares se tornaram uma das ferramentas favoritas dos cientistas para calcular distâncias entre objetos cósmicos.

Centros observacionais têm utilizado pulsares para encontrar ondas gravitacionais de baixa frequência, porque elas causam distúrbios sutis no tempo entre um feixe e outro do “farol cósmico”. Isso também é muito útil para calcular o baricentro do Sistema Solar, e foi assim que os cientistas conseguiram realizar o cálculo com tanta precisão. Agora, sabendo a posição exata da Terra em relação ao baricentro, os astrônomos podem fazer detecções muito mais precisas de ondas gravitacionais de baixa frequência.

Stephen Taylor, professor da Universidade Vanderbil, conta que “ao encontrar ondas gravitacionais dessa maneira, além de outros experimentos, obtemos uma visão mais holística de todos os diferentes tipos de buracos negros no Universo”.

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