Segunda, 06 de Julho de 2020 00:35
Brasil BRA - POLÍTICA

PARA GENERAL NÃO HÁ RISCO DE GOLPE

MAS DEIXA ALERTA À OPOSIÇÃO PARA QUE NÃO ESTIQUE DEMAIS A CORDA

13/06/2020 19h10
331
Por: Rui Candeias Fonte: rc – nm
PARA GENERAL NÃO HÁ RISCO DE GOLPE

PARA GENERAL NÃO HÁ RISCO DE GOLPE

MAS DEIXA ALERTA À OPOSIÇÃO PARA QUE NÃO ESTIQUE DEMAIS A CORDA

rc – nm © reuters – 12.06.20

BRA - POLÍTICA

O general Luiz Eduardo Ramos, ministro chefe da Secretaria de Governo do presidente Jair Bolsonaro, descartou a possibilidade de uma intervenção militar. Em entrevista à revista Veja, ele criticou as acusações de fascismo feitas à administração, mas advertiu a oposição para não esticar a corda.

Ramos é próximo de vários comandantes de unidades do Exército por ter sido instrutor da academia de cadetes. O ministro disse que a ideia de golpe não é ventilada entre os oficiais. "Eles têm tropas nas mãos. Para eles, é ultrajante e ofensivo dizer que as Forças Armadas, em particular o Exército, vão dar o golpe, que as Forças Armadas vão quebrar o regime democrático", disse o ministro.

O general reforçou a ideia de que o presidente não fez campanha pelo golpe. O próprio presidente nunca pregou o golpe. Agora, o outro lado tem de entender que não devem esticar a corda, declarou.

Questionado sobre o que queria dizer, o ministro criticou as comparações entre Bolsonaro e o líder nazista Adolf Hitler. Comparar o presidente a Hitler é passar do ponto, extrapolar. Não contribui com nada para serenar os ânimos.

Ele também criticou o julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que analisa uma denúncia de abuso de poder da chapa formada por Jair Bolsonaro e o general Hamilton Mourão na eleição de 2018.

"Também não é plausível achar que um julgamento casuístico pode tirar um presidente que foi eleito com 57 milhões de votos", afirmou.

"Dizem que havia muitas provas na chapa de Dilma [PT] e Temer [MDB]. Mesmo assim, os ministros consideraram que a chapa era legítima. Não estou questionando a decisão do TSE. Mas, querendo ou não, ela tem viés político.

O general minimizou o risco de impeachment, afirmando que "Rodrigo Maia [presidente da Câmara] disse que não vai pôr para votar os pedidos contra Bolsonaro" e pediu que o TSE assuma postura semelhante.

"Se o Congresso, que historicamente já fez dois impeachments, da Dilma e do Collor, não cogita essa possibilidade, é o TSE que vai julgar a chapa irregular? Não é uma hipótese plausível", concluiu.

Na entrevista, Ramos revelou que assistiu uma manifestação contra o governo Bolsonaro, observando o pessoal. Ele disse que os protestos não o preocupam, mas que discorda de os manifestantes usarem roupas pretas.

Para o ministro, "eles não usavam vermelho para não pegar mal. Mas pareciam petistas". O general ainda afirmou que pedirá para ser transferido para a reserva do Exército, para que suas decisões como ministro não sejam associadas às Forças Armadas.

Ele citou a vez em que acompanhou o presidente em um ato favorável ao governo.

"Fui muito criticado no dia seguinte, inclusive pelos meus companheiros de farda. Não me sinto bem. Não tenho direito de estar aqui como ministro e haver qualquer leitura equivocada de que estou aqui como Exército ou como general.

"Por isso, já conversei com o ministro da Defesa e com o comandante do Exército. Devo pedir para ir para a reserva. Estou tomando essa decisão porque acredito que o governo deu certo e vai dar certo. O meu coração e o sentimento querem que eu esteja aqui com o presidente", disse Ramos.

A reflexão de Ramos vai ao encontro de um desconforto grande no serviço ativo das Forças com a excessiva identificação entre os militares e o governo Bolsonaro.

Agora, sobra em cargo de primeiro escalão o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello.

Ele vive uma situação inusitada: é hierarquicamente superior no governo ao comandante do Exército, Edson Leal Pujol, mas seu subordinado - é um general de três estrelas, enquanto Ramos ostenta quatro, que simbolizam o topo da carreira.

Parlamentares da oposição reagiram ao que consideraram uma ameaça do ministro de Bolsonaro. Presidente nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann contestou, em uma rede social, o alerta de Ramos.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Barra Velha - SC
Atualizado às 00h35 - Fonte: Climatempo
18°
Muitas nuvens

Mín. 14° Máx. 19°

18° Sensação
6.3 km/h Vento
72.4% Umidade do ar
90% (40mm) Chance de chuva
Amanhã (07/07)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 14° Máx. 19°

Sol com muitas nuvens e chuva
Quarta (08/07)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 15° Máx. 22°

Sol com muitas nuvens e chuva
Ele1 - Criar site de notícias