Sábado, 06 de Junho de 2020 05:33
Brasil BRA-MERC FINANCEIRO

DÓLAR E O RISCO PAÍS EM DISPARADA

O BRASIL VIRA ECONOMIA ARRISCADA PARA INVESTIDORES ESTRANGEIROS

14/05/2020 18h37
321
Por: Rui Candeias Fonte: rc – nm – estadão
DÓLAR E O RISCO PAÍS EM DISPARADA

DÓLAR E O RISCO PAÍS EM DISPARADA

O BRASIL VIRA ECONOMIA ARRISCADA PARA INVESTIDORES ESTRANGEIROS

rc – nm – estadão © shutterstock – 14.05.20

BRA-MERC FINANCEIRO

O Brasil passou nas últimas semanas a ser um país mais arriscado para o estrangeiro investir, descolando-se de outros emergentes. Isso porque, se a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus é uma realidade para todos, os ruídos políticos, além de serem muito mais intensos, elevaram as preocupações sobre a recuperação da atividade econômica e em relação às contas fiscais brasileiras.

Com isso, o risco país subiu bem mais no País do que em outras regiões e o real é a moeda que mais se desvaloriza ante o dólar entre os principais emergentes. Com tendência a que os juros reais se tornem negativos aqui próximos meses, a avaliação de estrategistas e economistas ouvidos pelo Broadcast é que o Brasil vai ficar ainda mais distante do radar dos grandes investidores.

Uma das medidas da piora da percepção sobre o perfil de risco do Brasil é o comportamento recente do indicador que mede a chance de um país dar um calote na sua dívida externa, o Credit Default Swap (CDS). Só este ano, o CDS do Brasil subiu 255%. Como comparação, na América Latina, o do México avançou 175% e o do Chile teve aumento de 140% no mesmo período. Entre emergentes de outras regiões, o da África do Sul subiu 137%, o da Turquia ganhou 112% e o da Coreia do Sul, 55%. Nessa lista, Argentina e Venezuela estão excluídas, por já estarem em situação de calote.

No câmbio, o dólar já subiu mais de 47% no Brasil este ano, enquanto no México avançou 29%, na Turquia, 17% e na África do Sul, 32%.

Antes da crise do coronavírus e da piora do ambiente político, investidores viam o Brasil com chance de voltar à classificação grau de investimento, o selo de bom pagador concedido pelas agências de avaliação de risco, como mostravam as taxas do CDS no começo de janeiro, que operavam na casa dos 95 pontos (menor nível em dez anos). Em abril, as taxas chegaram a superar 400 pontos, mesmo nível que o Brasil tinha no começo de 2016, pouco antes do impeachment de Dilma Rousseff. Na quarta-feira, 13, o CDS foi negociado a 355 pontos, alta de 25 pontos em apenas um dia, segundo cotações da IHS Markit.

"Estamos cada vez mais pessimistas sobre as perspectivas com o Brasil", afirma o economista sênior em Londres para América Latina da consultoria Pantheon Macroeconomics, Andres Abadia. "Este é o pior momento para uma crise política no Brasil", afirma a analista de moedas do banco alemão Commerzbank, You-Na Park-Heger. O País deve enfrentar uma forte recessão por causa do choque causado pela pandemia.

Novo recorde

E em meio a toda essa turbulência, a cotação do dólar bateu novo recorde nominal na quarta-feira, 13. A moeda americana fechou o dia cotada a R$ 5,90. No dia, a alta foi de 0,55%. No mês, o dólar já acumula alta de 8,5% e no ano, 47,09%.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Barra Velha - SC
Atualizado às 05h33 - Fonte: Climatempo
17°
Muitas nuvens

Mín. 16° Máx. 23°

17° Sensação
14.9 km/h Vento
95.2% Umidade do ar
0% (0mm) Chance de chuva
Amanhã (07/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 13° Máx. 25°

Sol com algumas nuvens
Segunda (08/06)
Madrugada
Manhã
Tarde
Noite

Mín. 12° Máx. 26°

Sol, pancadas de chuva e trovoadas.
código HTML GestãoClick - Sistema ERP Online
Ele1 - Criar site de notícias